Pedreira

(9) Águas Mil 🌊🌊🌊🌊🌊 , com Garrucha

Matar a noite antes que ela acabe connosco numa tarde de vácuo no peito.
Matar o processo no seu fim.
Matar a amizade que se desencontrou. Matar aquilo que já morreu em mim.
Matar-te a ti do meu imaginário, do meu corpo, antes que me destruas a mim.
Mas isto tudo numa celebração com fogo de artifício, cocktails, muitos risos e vestidos com cores lindas.
Isto é sobre celebrar um fim. Sim, quero todas as pessoas de vestido.
Vamos para aquela igreja antiga com um tecto côncavo onde ligámos umas luzes, as colunas berraram e nós ficámos em silêncio, o ritual é nosso.
Foda-se, é matar o mal pela raiz! 
Perceber o seu fim, antecipá-lo e celebrá-lo, mesmo que para isso tiverem de existir lágrimas, e claro por isso, Águasmil.
O que está entre o fim e o início.


Há algo sagrado na morte, ela realça a preciosidade de um momento.
As mortes diárias a que chamo de pequenas mortes:
Um orgasmo é uma morte, ‘Le petite mort ́; A morte de um amor; A morte de uma identidade;
A morte de uma parte de nós; Um frenesim que busca a morte de cada encontro e a celebração de cada desencontro...




Um experimento de limpeza-celebração-performativa: uma tentativa de perceber quem é que define o fim? ou uma tentativa de saber se alguém gosta de fins?
Vamos meter play e celebrar.




criação de
Beatriz Garrucho


collab tramada
Nani Bazar


performers
Caro
Cassia
Francis

Rebeca Letras

Reinal Del Waters


sonorizada por
Don Zilla


fotografias de
Raquel Rocha


data
7 de Novembro 2021
Lavadouro da Presa Velha
Campanhã, Porto